terça-feira, 8 de setembro de 2009

Filosofia Pré-solar


Abre-se os olhos. São 4:00 h da madrugada. Saio à rua.
Nem sei, se a tua procura, ou a procura de mim... A cada encruzilhada me deparo comigo mesma, ou seria o reflexo do que se passa em mim neste momento?... Constantemente me questiono sobre o que sou... o que fui... onde vou. São 5:00 h.
Lembro daquele ultimo encontro. Ou seria apenas mais um?
É. É difícil para mim conviver comigo mesma. Quem dera a sociedade.
Ao longe a escuridão perde seu lugar e ele se aproxima, está chegando a sua vez. Agora, 6:30h.
Apenas mais uma madrugada promíscua. Não sei se me perco ou me acho, não sei se te perco ou te acho. Você está tão distante, que eu nem sei dizer o quanto. Inegavelmente, inverossímil és conviver com a minha pessoa.
Longe, longe...
Inesperadamente, chega a vez dele que insiste em florescer nas manhãs mais inusitadas, quando o dia parece gradativamente cinza para mim, como se me dissesse: Sim, sua pessoa tem um lugar em mim, acredite.
Mas não, eu sei que ainda falta alguma coisa, uma complexidade da alma de constante dependência, que, como num grito, chama a mim, a ti, a nós.
Volto pra casa.
Exatamente 7:10 h, tomo meu café e mergulho nessa minha rotina asfixiante. Não sei ao certo o que, mas algo falta... meu lugar ao sol, teu lugar em mim, meu lugar em ti... ????