segunda-feira, 19 de julho de 2010

O dia de amanhã!


Não é isso, nem aquilo, nem nada.
Constantemente, o que sinto é um vazio abstruso... Não sei o porquê e talvez eu nem deva saber.
É estranho, mas é intenso e profundo o silêncio blasfêmico que insiste em invadir minha alma.
Talvez eu tenha nascido pra isso mesmo... Para jogar sozinha.
Tem tanta coisa questionável hoje no mundo e eu, in-felizmente, faço parte de quem tem pensamento “forte”, pois é... Caio em todas estas indagações. Mas não posso reclamar, ser assim, de certa forma, foi minha própria escolha!
Queria tanta coisa, me sinto como uma alma sonhadora no escuro do céu... E quem sabe é por isso que vivo em constante questionamento e o vazio dentro de mim não é por nada, nem por ninguém... É por abstrato, mágoa ou ressentimento, por vezes é indignação por tudo que vejo e não posso mudar.
E ser assim sempre teve seu preço... Ter um coração que mais parece um tufão é questionável, mas a escolha foi minha. Eu vivo pelo bem e para o bem, pelo próximo e para o próximo... Talvez seja por isso que ele é, por mim e para mim, tão vazio. É o tal preço de que falo... Um preço, não um por quê!
O fato é que parece estranho abrir-me para o mundo e não pelo mundo... Dar um sorriso por felicidade não parece tão gratificante quanto recebeu um sorriso de agradecimento. Isso sempre fez com que valesse a pena. Mas não pode ser tudo.
Talvez eu só precise de uma chance, apenas uma chance. Quero ouvir um passarinho cantar numa manhã de domingo, mas com o coração aberto.
É sempre bom ter consciência do que se passa com a gente. Não sei, mas eu sinto como se essa fosse a hora certa de mudar... Aos poucos para que tudo se ajeite, como sempre foi... Dar uma chance para a “parte” que eu insistia em desconhecer...
É chegada a hora, e cuidar do mundo passe a ser cuidar de mim também, afinal eu estou aqui de passagem, mas eu estou aqui e o engraçado é que sempre estive.
E o grave do inverno, mais uma vez, umedeceu minha alma.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não sou nada e ponto.


Quem sabe agora,
Neste embaralho em que se encontra minha mente, eu não consiga me achar.
Pois bem, de que importa?
Nunca fui capaz de me achar, assim... de fato.
Sou sempre eu mesma, mas é difícil para eu saber quem sou.
Sinto-me perdida em meio a realidade e preciso escrever...
Sim, escrever... porque escrever alimenta minha alma que segue com uma fome incessante de saber.
Talvez eu só precise de uma mão, ou talvez eu me entenda mesmo é com a minha solidão.
Acho complicado essa mania de querer saber quem é quem,
A gente é e só.
Entendimento é pouco, vai muito mais além, então prefiro que fique nesse saber mascarado.
Mas apesar de tudo eu me sinto tranqüila, sabe...
E como um vento dominante em uma clara manhã de domingo, a paz chega. Sim.
Ela chega e comprova que quem eu sou realmente não importa, preciso apenas ser,
pois a paz de viver como um passarinho já é de grande tamanho.
Tenho minha paz, tenho a mim mesma, então o resto é apenas o resto e está presente só como um breve complemento, nunca como a essência.
Me sinto pacificamente bem e não sei explicar o porquê, mas sem problemas, estar bem é o que interessa , o entendimento será sempre vazio demais para compreender o que somos.
E na verdade, talvez eu só esteja fugindo...
...é hora de contar estrelas, preciso me retirar.

domingo, 18 de abril de 2010

"Simples de Coração"


Em uma manhã qualquer de domingo, olho pela janela do quarto por onde uma luz intensa passa em direção à mim, culminando, enfatizando aos meus olhos lá fora uma laranjeira qualquer...
Paro de observar qualquer outra figura no horizonte e fico à observar aquele verde intenso das folhas... Ao fundo um passarinho canta, criando uma melodia perfeita para aquele momento, no qual nada mais chama minha atenção visual, além daquele verde secante.
Como a natureza é perfeita, eu diria! Assim me sinto tão bem... Quero morar no ar... Essa simplicidade é que faz a minha cabeça.
E aquelas folhas lá no balanço do vento... Esperando o brilho mais intenso do sol para que possam viver... Viver seu extremo, perdendo aquelas gotas de orvalho.. naquela doce manhã de domingo.
Talvez eu até possa estar errada (para alguns), mas enfim...
Nada como uma vida torneada de simplicidade. Bom mesmo é acordar, olhar pela janela, observar essas coisas normalmente irrelevantes e falar para si mesmo: Como é bom viver, Como é bom viver valorizando as coisas simples, é muito melhor ser assim!
A brisa, o vento, a chuva...
E eu "acho" que eu gosto mesmo é de ser assim... Que vá para o espaço quem discorda... Também não estou afim de agradar, apenas paradizer o que penso nesse instante.
Me sinto mais feliz ainda quando sei que mais pessoas pensam assim, ou ao menos parecido... São coisas e pessoas assim que me fazem abrir a janela em dias aparentemente cinzas, sem cor. Viver os sonhos como humanos de verdade.
Me sinto bem nesse momento. Quero poder viver sempre na companhia de pessoas que pensam com o coração... Preciso dizer isso: Sejamos simples de coração!
Eu quero poder fechar os olhos acreditando que tudo que penso faz sentido e que alguém lendo isto, nesse instante, não só pode como VAI concordar comigo!
É rapaz, muita coisa está errada no mundo, muita coisa mesmo. Mas eu me sinto bem sabe, porque acho que faço minha parte por um mundo melhor e vou sempre fazê-la.
"Vamos viver verdadeiramente"... sejam simples, sejam humildes, vivendo um dia de cada vez... Valorizando antes uma paisagem numa manhã de domingo do que uma alienação! De bem com a vida, de bem com o mundo.
Eu quero mais é a paz de um amor tranquilo... a paz de um coração tranquilo, a paz de uma consciência tranquila... eu quero a PAZ de viver solta... A paz que essa simplicidade que reina em meu coração me traz.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Palavras Silenciadas


Eu tenho tanta coisa fúnebre para dizer. Jogo de palavras inquietas, querendo sair pela boca, uma após a outra, sem precisar de coesão ou coerência, apenas precisando se propagar ao vento, calar o mundo lá fora com um grito seco, amargo... Escravo de um coração vazio.
Mas ao mesmo tempo, um silêncio infindo dentro de mim, me consumindo aos poucos, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto... Meu Deus, a cada respiração ofegante, esse silêncio eloqüente seca as palavras de minha boca, como se fosse tudo um jogo onde mescla-se todas as palavras ainda não proferidas com o mais silencioso dos silêncios. Pode ser só um dia, ou uma vida inteira.
Dentro de mim essa vontade de gritar, sufocando-me em constância... Esse líbero de angústia pedindo, gritando para que eu me desfaça em poeira, como se sumir me fizesse melhor... Apenas partículas de horizontes de uma poeira mesclada, isso que sou ou devo ser.
Cada ano, cada mês, cada dia... A cada instante da nossa vida, os planos e idéias se distorcem, é o preço da flexibilidade... E tudo vira apenas passado?!!!!! Eu não quero falar que você não quer lembrar, o que não te importa mais porque são apenas coisas. E se você foge a cada instante nessa constante fuga é pela realidade grotesca de uma fuga necessária.
Talvez eu realmente seja apenas um horizonte qualquer, uma camada de solo em transição, sem possuir uma certa definição, situada entre dois parâmetros definidos, mas indiscutivelmente indefinida. Apenas mudando, dançando conforme a musica, manipulada pela escravidão psicológica de um coração vazio que fala mil palavras ao passo em que cala mil e uma...
Sinceramente? O que arde em minha boca, rasgando minha garganta são mais do que palavras, são sentimentos “efêmeros”, avassaladores de fato.
Mas enfim, eu vou deixando que o silêncio seco e amargo, derivado de um sentimento vazio, CALE gradativamente toda e qualquer palavra que pense em sair de minha boca... Talvez porque não quero manifestar uma opinião concreta, talvez porque não quero mascarar-me atrás de um dizer meu... Ou simplesmente por não possuir forças para manifestar-me.
Mas de qualquer maneira, deixo claro: São palavras silenciosas próximas à um silêncio barulhento... sim, barulhento! É tudo uma mistura de extremos, uma junção de “antônimos”, uma fusão de palavras e sentimentos... Apenas coisas que se dizem quando não se tem o que dizer, ou por fim coisas que se calam, quando o que pode ser dito, deve ser dito através de um PROFUNDO SILÊNCIO.
Breve: Está tudo indo bem, silenciosamente bem.

domingo, 28 de março de 2010

Eu Morri!


Eu morri... Logo hoje cedo, ao despertar do dia... Com a relva ainda molhada de orvalho...
Morri pelo mundo, morri pela vida!
Morri... Pelas causas perdidas.
Quantas vezes eu já morri numa única vida?
Quão ardor é ser desvanecido infindas vezes numa única vez...
Morri pelos amores perdidos, seja qual for a causa do detrimento... E como arde perdê-lo neste momento. Quanto vale o desejo de amar? Qual o preço a se pagar?
Morri mais algumas vezes por mais alguns motivos, vários ainda desconhecidos... Todos, porém vividos... sentidos!
A relva já não está mais aqui, mas eu ainda lembro o quanto morri... Diz a lei que para viver é preciso morrer... Será que posso a todo instante renascer?
Estou exausta, morrer também cansa!
Para cada morte minha, procuro uma sustância contraditória que possa me oferecer o renascer... Morrer pelo mundo, morrer pela vida, morrer pelas causas perdidas, morrer pelos grandes amores perdidos, sem motivo para detrimento, mas incrivelmente perdidos... Acho que morri pela morte! Sei lá. Amores perdidos em vão, dores criadas no labirinto blasfêmico do coração... Se amor é fogo que arde sem se ver, a dor que ele pode causar é fogo que queima sem querer...
Que devaneio, morrer por toda a vida...
Por que o ser humano é assim? Por quê... Paira a pergunta no ar... Quanto sofrimento desnecessário, quantas vezes morri por ser lendário...
Bom... O fato é que morri infindas vezes e como! Antes que me perguntem mais uma vez porque morri, eu vos digo: Morri pela MINHA EXISTÊNCIA, só eu sei quantas vezes precisei morrer para existir.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ela


Eu posso ser carinhosa. Posso ser simples. Posso ser complicada. Posso ser agradável. Posso ser acolhedora. Ainda posso ser muitas coisas. Agora, não me peça para ser simpática! Isso não, não tem absolutamente nada haver comigo.
Alguns me interpretam como conseqüência, com certo ar de comodidade. Já outros me vêem como traiçoeira, que “apronta” quando menos se espera. Infindos me abominam, outros até que me encaram com certo regresso.
Complicado! Acho até que não tenho porque ser temida, pois eu sim tenho certeza do que quero. Sou decidida, isso sim.
Passo pela vida das pessoas várias vezes na verdade, mas são poucas as vezes em que realmente me aproximo, sendo que no máximo uma vez é que levo mesmo a sério, entro na vida da pessoa e ai amigo, não a largo mais.
Falam tanto de mim, mas não sabem o que dizer, temem?!?! Olha, de uma coisa tenham certeza: Um dia eu chego, quando menos se espera, “acá” estou. Cuidado.

Crise Existencial


Sei lá! As vezes até que sou amigável. As vezes. Sou simpática, sim eu sou simpática! Ou não?!?! Posso até ser agradável, mas não me peça isso! Agora, desista desse lance de ser acomodada, não... Isso não rola, ainda mais se for pela manhã.
(Matutinamente não sou das mais simpáticas. M exigir isso seria uma guerra, melhor nem tentar).
Sei lá! O mundo “ta” girando lá fora (apesar de que alguns já ousam dizer que por pouco tempo). Tenho pensado na vida! Tenho pensado na minha vida! Oh céus, o que eu sou? A mosca da sopa ou a metamorfose ambulante assim, propriamente dita? Confuso.
Sei lá. Sou fera?! Putz, quem eu sou? Descubro tanta coisa e escorrego nessa indagação. Sim, é verdade... Praticamente inverossímil para a sociedade ter que me encarar, vivo em conflito comigo mesma. Seria demais pedir para que simplesmente me aceitem... Missão impossivel? (time)
Tenho andado hipócrita, digo e desdigo. Penso, penso e penso... Será que logo, existo? Por que as coisas são como são? “É, OU NÃO É”.
Sabe, eu sei bem como é... Mas não é tão simples assim dirigir uma vida, um ser humano em constante questionamento! Tenho visto reações, nuances e tudo mais que for conseqüência à mim... e aí sim a indagação flui...
Por que? Por que? Por que? Acho que na verdade tudo não passa de uma grande farsa. É amigo, uma farsa... Um teatrinho mal ensaiado. Tenho andado tão longe... Tão distante de mim... Porque as coisas tendem a ser assim?
ALGUMAS vezes eu sou ódio, TODAS as vezes eu sou amor, sim... amor puro, sob vontade. Ah, como é bom ser amor e à tudo achar belo! Mas aí, como quem não quer nada, ela chega (devagar), mas chega. Vai dominando aos poucos, mas domina. Toma conta de mim. Ela é a crise existencial (maldita?)... Maldita idade? Ou seria uma idade maravilhosamente maravilhosa?
É, ter um espírito revolucionário sem crises existenciais não teria sentido algum. Como é bom querer o bem, como é bom ser alguém de olhos abertos, enxergando as verdades e as mentiras, nuas e cruas...
Que estejamos em constantes crises de existência, mas o essencial é que sempre, sempre e sempre saibamos o que queremos: O MUNDO!
Breve: Alimente seu espírito revolucionário e só. (De brinde uma valiosa crise existencial). Posso lhe afirmar, ela vale a pena.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Introdução à Vida


É preciso coragem para ir em frente. Tudo mudou, mas a vida é uma constante mudança e você tem que se adaptar dia após dia, senão o mundo suga tuas lágrimas.
De uma só vez faremos algo para mudar nossas vidas, para tudo ser como sempre desejamos, mas aí nos perguntamos: e daí? Temos muito a analisar, o que é bom? O que é ruim? Pra quem?...
Não bastam frases exageradas, não bastam palavras politicamente corretas, decassílabos ou uma rima qualquer, temos que agir, AGIR, não podemos parar, senão a vida vai sugar nossa energia, a terra há de nos engolir, os olhares nos desaprovarão e nós mesmo sentenciaremos o fim.
Agora uma pausa! (30 meros minutos de silêncio) Pense! Analise! Critique! Depois disso aja! Vamos combinar, as conquistas nunca vêm de mão-beijada e as mudanças nada mais são do que freqüentes conquistas.
Se tu queres algo, tu buscas e aí então tu verás resultados. A insignificância é fúnebre, não consta na descrição da expressão binomial ‘ vida-felicidade’. A coragem é o princípio de tudo (coragem, coragem se o que você quer é aquilo que pensa e faz) é a virtude que atrai as outras mais e que nos faz buscar realizações perante as dificuldades. E em meio a toda essa lucidez, reafirmo: É preciso coragem para ir em frente, como disse Chaplin: a vida é muito para ser insignificante. No entanto, muitos tornam suas vidas insignificantes e por quê? Porque não lutam!
Poxa, vamos parar para pensar, o que mais seria a vida se não uma historia onde os personagens somos nós? História a qual podemos modelar conforme a nossa boa de vontade... Reafirme teus conceitos em relação à VIDA, agora enquanto há tempo!