
Eu morri... Logo hoje cedo, ao despertar do dia... Com a relva ainda molhada de orvalho...
Morri pelo mundo, morri pela vida!
Morri... Pelas causas perdidas.
Quantas vezes eu já morri numa única vida?
Quão ardor é ser desvanecido infindas vezes numa única vez...
Morri pelos amores perdidos, seja qual for a causa do detrimento... E como arde perdê-lo neste momento. Quanto vale o desejo de amar? Qual o preço a se pagar?
Morri mais algumas vezes por mais alguns motivos, vários ainda desconhecidos... Todos, porém vividos... sentidos!
A relva já não está mais aqui, mas eu ainda lembro o quanto morri... Diz a lei que para viver é preciso morrer... Será que posso a todo instante renascer?
Estou exausta, morrer também cansa!
Para cada morte minha, procuro uma sustância contraditória que possa me oferecer o renascer... Morrer pelo mundo, morrer pela vida, morrer pelas causas perdidas, morrer pelos grandes amores perdidos, sem motivo para detrimento, mas incrivelmente perdidos... Acho que morri pela morte! Sei lá. Amores perdidos em vão, dores criadas no labirinto blasfêmico do coração... Se amor é fogo que arde sem se ver, a dor que ele pode causar é fogo que queima sem querer...
Que devaneio, morrer por toda a vida...
Por que o ser humano é assim? Por quê... Paira a pergunta no ar... Quanto sofrimento desnecessário, quantas vezes morri por ser lendário...
Bom... O fato é que morri infindas vezes e como! Antes que me perguntem mais uma vez porque morri, eu vos digo: Morri pela MINHA EXISTÊNCIA, só eu sei quantas vezes precisei morrer para existir.

Um comentário:
Que texto boom cara!
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