terça-feira, 6 de abril de 2010

Palavras Silenciadas


Eu tenho tanta coisa fúnebre para dizer. Jogo de palavras inquietas, querendo sair pela boca, uma após a outra, sem precisar de coesão ou coerência, apenas precisando se propagar ao vento, calar o mundo lá fora com um grito seco, amargo... Escravo de um coração vazio.
Mas ao mesmo tempo, um silêncio infindo dentro de mim, me consumindo aos poucos, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto... Meu Deus, a cada respiração ofegante, esse silêncio eloqüente seca as palavras de minha boca, como se fosse tudo um jogo onde mescla-se todas as palavras ainda não proferidas com o mais silencioso dos silêncios. Pode ser só um dia, ou uma vida inteira.
Dentro de mim essa vontade de gritar, sufocando-me em constância... Esse líbero de angústia pedindo, gritando para que eu me desfaça em poeira, como se sumir me fizesse melhor... Apenas partículas de horizontes de uma poeira mesclada, isso que sou ou devo ser.
Cada ano, cada mês, cada dia... A cada instante da nossa vida, os planos e idéias se distorcem, é o preço da flexibilidade... E tudo vira apenas passado?!!!!! Eu não quero falar que você não quer lembrar, o que não te importa mais porque são apenas coisas. E se você foge a cada instante nessa constante fuga é pela realidade grotesca de uma fuga necessária.
Talvez eu realmente seja apenas um horizonte qualquer, uma camada de solo em transição, sem possuir uma certa definição, situada entre dois parâmetros definidos, mas indiscutivelmente indefinida. Apenas mudando, dançando conforme a musica, manipulada pela escravidão psicológica de um coração vazio que fala mil palavras ao passo em que cala mil e uma...
Sinceramente? O que arde em minha boca, rasgando minha garganta são mais do que palavras, são sentimentos “efêmeros”, avassaladores de fato.
Mas enfim, eu vou deixando que o silêncio seco e amargo, derivado de um sentimento vazio, CALE gradativamente toda e qualquer palavra que pense em sair de minha boca... Talvez porque não quero manifestar uma opinião concreta, talvez porque não quero mascarar-me atrás de um dizer meu... Ou simplesmente por não possuir forças para manifestar-me.
Mas de qualquer maneira, deixo claro: São palavras silenciosas próximas à um silêncio barulhento... sim, barulhento! É tudo uma mistura de extremos, uma junção de “antônimos”, uma fusão de palavras e sentimentos... Apenas coisas que se dizem quando não se tem o que dizer, ou por fim coisas que se calam, quando o que pode ser dito, deve ser dito através de um PROFUNDO SILÊNCIO.
Breve: Está tudo indo bem, silenciosamente bem.

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