Repressão. Em 13 de março de 1964 quando João Goulart planejava reformas econômicas e sociais (Sim, todos temos os mesmos direitos, ou não?) a conspiração já estava planejada. Por quem? Aqueles que se viam prejudicados pelas reformas. Quem seriam eles senão multinacionais, latifundiários, chefes militares, grandes empresas. São eles, conspiradores procurando manter a ordem vigente.
Assim nasce a ditadura militar em nosso país, a qual reprimiu com violência todo e qualquer cidadão que se negava a ser apenas mais uma marionete que tudo aceita (digo, quem queria contrapor-se ao governo). Governo esse que estabelecia atos. Atos estes que autorizavam a cassa de mandatos, suspensão de direitos políticos... E que tal a liberação da remessa de lucros de empresas estrangeiras para o exterior? Pois é, se instalam em nosso território, desfrutam de nossas vantagens e remetem os lucros para fora... Exatamente isso que queremos, que explorem nossos recursos, assim como levaram nosso ouro e nos deixem de mãos abanando.
Gradualmente todas as decisões à nível de poder sobre o povo, passaram a ser tomadas de maneira indireta a ele. Tratava-se de decisões influentes sobre eles, mas que não podiam ser tomadas por eles? Contraditório não.
Foram vários os setores que se manifestaram contra a ditadura, desde o seu início. Destacam-se: trabalhadores, estudantes, intelectuais. É importante que se faça neste momento uma avaliação, quanto ao por que destes setores, importantes setores, serem contra. Será que estavam todos errados? Será que intelectuais estavam errados? Se estavam ou não, eram estes setores que passaram a ser cassados, torturados, “aquietados”.
A essência ideológica de uma reforma pode-se dizer, a grosso modo, que é a de proporcionar direitos e condições igualitárias para todo e qualquer cidadão, sem discriminação de raça, cor... Mas claro, sempre tem que ter o “contra”! Por que ir contra a igualdade de direitos? Perguntem as multinacionais, latifundiários. Se fores esperto, rapidamente encontrará respostas... A capacidade de pensar, reagir, raciocinar sempre assusta esse tipo de gente.
Arte, cultura, ideologias, ir, vir... Tudo proibido. Toda e qualquer ação capaz de gerar pensamento irretroativo virou sinônimo de proibição. (Cômico)
Por que toda essa repressão?
Me parece que manipular torna-se muito mais fácil assim. É como diz a frase de Chico Buarque de Holanda:
“Dormia a nossa Pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações.”

“Mas eis que chega a roda-viva”! NÃO! E se a esquerda volta a crescer? então era hora dos militares partirem para as covardias, das quais o “CCC” era acostumado a dispor. Aliás, para eles, a esquerda nunca passou de mamíferos que deveriam ser abatidos. Sempre achando que podem mais, devem ter mais, merecem mais... Simplesmente pelo fato de acharem que podem, sem nenhuma comprovação “científica” de todo esse poder mais.
Pois bem, chega de falar do passado. E hoje? Falar é fácil, quando não se viveu em uma época de repressão. Eu queria é ver, todos estes que estão atravancando o caminho de quem luta como é que teriam vencido a ditadura só no papo com os militares, pois é isso que eu escuto hoje: “Não precisa baderna, é só conversar”.
“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...”
Onde estão as canções de protesto? Quem as escreve hoje? Onde estão os filhos da revolução? Assim na história, a vitória de uma geração, torna-se a comodidade de sua sucessora? Não é? Talvez a palavra que mais resume a nossa geração é: Comodismo. Mas não para todos. Eu ainda acredito na "rapaziada", eles seguem em frente...
“Onde estão os caras que lutavam e cantavam? (Por um mundo ideal se perguntavam:
ONDE ESTAMOS NÓS?)”

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